Seletividade Alimentar

SELETIVIDADE ALIMENTAR

Alimentação saudável não significa apenas comer alimentos nutritivos e considerados saudáveis, mas também ter um comportamento saudável e uma relação saudável com a comida. O bom hábito alimentar não se ensina de um dia para o outro, é preciso dedicação e persistência da família! Eu embarquei nos estudos e descobertas desta área após minha maternidade. Vivo no dia-a-dia os desafios para conseguir que as crianças experimentem novos alimentos. Por isso criei ferramentas lúdicas que ajudam os pais nesse processo fundamental do desenvolvimento das crianças. Veja os vídeos e entenda melhor cada um deles!

Mas vamos a algumas dicas práticas para que seu filho se alimente melhor

Um importante passo é criar hábitos alimentares pensando no futuro. Não se preocupe se ela vai comer tudo hoje ou raspar o prato. A criança tem que aprender a se relacionar com a comida de forma saudável agora, mas pensando lá na frente. É um erro querer essa mudança para ontem. Mesmo que a criança coma alimentos saudáveis e raspe o prato, é preciso uma boa educação nutricional, porque só assim ela vai aprender a comer bem no dia-a-dia e construir um hábito alimentar saudável. É um processo que exige paciência, tempo e dedicação. Sim, exige tempo e dedicação todos os dias. A seletividade pode ser vista como uma fase, mas não espere que ela passe sozinha. Os pais precisam de ajuda e agir da maneira correta porque ainda é tempo de corrigir. Tem que colocar em prática, com muita paciência e persistência, para fazer com que o seu filho coma de tudo. Todas as crianças acabam passando por isso, basta saber como lidar em cada uma das fases. A partir dos 2 anos: fase em que surge a seletividade alimentar. Neste caso, se a criança recusa os alimentos, podemos afirmar que ela é seletiva. Pode ser uma fase, mas ela não vai passar se você não souber lidar e educar a criança nutricionalmente. Esse é um dos motivos de não oferecer açúcar antes dos 2 anos, para não formar um paladar doce na criança. A partir dos 2 anos, ela já tem o paladar formado e hábitos alimentares saudáveis, então é menos propícia a seletividade.

“É uma fase e não vai passar se você não agir e praticar!”
Aqui, o maior erro é achar que á apenas uma fase e esperar passar. Quanto maior a criança, mais difícil será reverter essa seletividade. Mesmo a criança que teve uma boa introdução alimentar, pode passar por isso. Ela vai selecionar e você não pode deixar de lado o seu papel de educar. Um outro erro grave é deixar a criança sem comer para ela ficar com fome. Isso não adianta, você vai estar agindo no desespero. Também não é recomendado deixar a criança com fome para ela comer. Muito menos esconder os alimentos que ela não gosta nas preparações…. A criança começa a selecionar os alimentos falando não. Ofereça alternativas e tente contornar a situação, que não significa ceder. Se você ofereceu o almoço e ela não quer um ou mais alimentos, não substitua o alimento por outro da preferência dela. Substituir é um caminho sem volta e só vai piorar a situação. Se ela não quer comer, não force e explique que a próxima refeição será o lanche e que até lá não poderá comer outra coisa. Seu filho não vai passar fome e obrigar ele a comer chorando e nervoso só vai fazer a criança se relacionar mal com a comida. Ela vai associar que comer é muito ruim. Também não preciso falar que os pais precisam ser exemplo né? Se você tem alguma dificuldade alimentar, procure ajuda profissional para se tratar ANTES de passar isso involuntariamente para seus filhos. Mas o mais importante: essa educação alimentar deve ser iniciada o quanto antes!
E aí… Vamos experimentar?
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Bruna Tincani - Endocrinologia Infantil
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